União Brasileira do Ensino Particular

O Crash do ensino privado

A soma dos binômios: educação + escola particular = lucro já não pode mais ser considerado uma equação exata. O ensino privado do Rio de Janeiro enfrenta desde o ano de 2002 sua pior crise. Cerca de 330 escolas particulares de ensino fundamental e médio do estado fecharam suas portas alegando falência. Os números levantados pelo Sindicato das Escolas Particulares do Rio (Sinepe Rio), com informações do Conselho Estadual de Educação (CEE) mostram que quase dobrou o número de escolas fechadas no ano de 2007.

De acordo com as organizações relacionadas ao ensino privado no estado, o principal motivo de falência é a inadimplência.

 

A crise da escola privada começou há cerca de dez anos com o advento da Lei 9870/99, vulgarmente chamada de “lei do calote”, ao mesmo tempo em que a classe média foi perdendo seu poder aquisitivo para matricular seus filhos em escolas particulares. Além disso, as altas cargas tributárias tornaram a permanência das escolas privadas muito onerosas.

 

A Lei do Calote proíbe as escolas de cancelarem a matrícula dos alunos devedores durante o curso, e com isso, cerca de dez a vinte por cento dos pais deixam de pagar a mensalidade durante todo o ano letivo. Além disso, ela só permite a cobrança após 90 dias após o atraso, pois antes disso, ela dispõe que o inadimplente ainda não é caracterizado como devedor. “Na minha concepção, a lei do calote é um incentivo à bandalheira(...) como ensinar ética aos filhos se os pais não a praticam? Se alguém deixa de pagar a conta de telefone, luz, água e etc, os serviços são suspensos, como as escolas não podem “cortar o serviço”, os pais preferem não pagar a escola. Ora, a água é um bem indispensável à vida, mas se não pagar, a companhia corta, se não tivermos subsídios para pagar a água, a escola também fica sem”. Afirma o professor e Presidente da União Brasileira de Ensino Particular – UBEP, Josué Gomes da Silva. 

Desenvolvido por Usina de Ideias e Soluções

Crie o seu site grátisWebnode

www.sidsol.net